A data
de fundação é 14 de novembro
de 1875. Pouco depois – a 5 de março
de 1876 – a Bibliotheca Pública Pelotense
ganhava endereço, espaço, prateleiras
e, claro, livros colocados à disposição
do público.
Eram exatos 960 exemplares, instalados num prédio
cedido, no centro
de Pelotas.
Já em 1878 os livros foram para a Praça
– no endereço
atual. E lá se multiplicaram. Em 1884 já
eram 6132 exemplares.
A maioria chegava por doações. Neste período,
há registro de
uma doação individual de 1513 volumes.
Hoje, os cerca de 260 mil volumes – entre livros
e jornais – estão divididos em seis setores,
de acordo com critérios usados pelo
Sistema Nacional de Bibliotecas. Também fazem
parte do acervo
da BPP as peças do Museu Histórico (criado
em 18 de janeiro de
1904) e os documentos do arquivo público do Legislativo
Municipal,
que registram a vida político-administrativa
de Pelotas a partir de 1832.
No
saguão principal do térreo estão
os setores de referência (enciclopédias
e dicionários), de obras para empréstimos
(literatura em geral) e o acervo geral para
consulta no local. Ainda no primeiro piso estão
as Salas do Rio Grande do Sul e de literatura
infanto-juvenil. Na primeira estão todas
as obras editadas sobre a cidade e o Estado.
A segunda, criada em 11 de maio de 1946, reúne
obras didáticas e de literatura geral
voltadas para o publico infantil e adolescente.
Criada
para atuar como centro multi-cultural de caráter
regional, a Bibliotheca Pública Pelotense
recebeu, desde a fundação, em
1875, um grande numero de doações
de peças e documentos relacionados a
memória histórica do extremo Sul
do país.
Foi para dar organização e abrigo
institucional a este acervo que se criou,
em janeiro de 1904, o Museu
Histórico e Bibliográfico da BPP. Mais
adiante, a parte bibliográfica seria incorporada
ao acervo geral. Em novembro de 2003, o Museu foi reaberto
ao público reorganizado e
com um espaço específico que valoriza
as peças de mais significado histórico.
De acordo com Rodrigo Schlee, pesquisador responsável
pela reorganização, as principais peças
do Museu são o lenço farroupilha,
o sinete da república riograndense e a ponta
de lança que, na guerra
do Paraguai, teria causado o ferimento mortal em Solano
Lopes. Apesar
das controvérsias sobre o tema, o lenço
– no Museu da BPP está um
dos seis exemplares que restam – seria criação
do Major Bernardo
Pires, em 1942 e destinado ao uso dos oficiais farrapos.
No lenço estão gravadas, além do
que viria a ser o brasão da república
riograndense, data e local de vinte batalhas vencidas
pelos farroupilhas entre abril
de 1836 e junho de 1841.